(Coordenação grupo de pesquisa EtniCidades: escritoras/es e intelectuais afro-latinas/os)
ONDE: Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO – UFBA) - Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho, Salvador -Ba
QUANDO: 08 a 11 de Novembro
HORÁRIO: das 18h às 20h
ABORDAGENS:
1.Literatura Negra - Profª Drª Florentina Souza & Profª Letícia Pereira (Mestra em Letras)
2.Literatura infanto-juvenil – Profª Elisa Silva (Mestranda em Literatura infanto-juvenil – UFBA) & Profª Ana Maria Carmo (Graduada em Letras Vernáculas – UFBA)
3.Literatura e mulher - Profª Francineide Palmeira (Doutoranda em literatura feminina afro-latina – CEAO/UFBA) & Fabiana Campos (Graduanda em Letras Vernáculas – UFBA)
4.Literatura e religião africana – Profº Márcio Araujo (Graduado em Letras Vernáculas – UFBA), Profª Valdineia Santana (Graduada em Letras Vernáculas – UFBA) & Uilians Souza (Graduando em Letras com Inglês - UFBA)
Inscrições: R$ 10,00 (vagas limitadas)
Enviar e-mail com nome completo para:
literafro.praticaspedagogicas@gmail.com
Será emitido certificado de participação.
Atenção: o minicurso será voltado para as práticas de ensino da Cultura e História Afro-brasileiras com base na Lei 10639. Por isso, convidamos os professores das escolas públicas e todos os interessados em participar.
Organização: Projeto EtniCidades: escritoras/es e intelectuais afro-latinas/os
11 de out. de 2010
30 de abr. de 2010

Prezad@s,
O Projeto EtniCidades: escritoras/es e intelectuais afrolatinas/os realizará o evento:
SEMINÁRIO LIMA BARRETO E INTERLOCUÇÕES AFROBRASILEIRAS
Será dia 21/05/2010, no Auditório do PAF III da Universidade Federal da Bahia (Campus de Ondina).
Acontecerão mesas temáticas, filme e recitais.
Os participantes com 75% de frequência terão direito a certificado.
Para se inscrever, basta mandar e-mail com nome e instituição para :
seminariolimabarreto@gmail.com
As inscrições são gratuitas.
Aguardamos a presença de tod@s.
Atenciosamente,
Projeto EtniCidades.
12 de mar. de 2010
Aquele homem
Eu vi.
Eu vi um homem barbudo,
desanimado,
corpo curvado
sem olhar nos olhos...
Suas sujas roupas
apontava o descaso
pela vida mal vivida...
Aquele homem comia devagar
com sua descrença
na crença de um mundo melhor.
com seu cansaço
daquela vida de trapos...
e sua entrega
perante a vida
tão dura e sem saída.
Aquele homem negro,
mais um número nas pesquisas
Quantitativas
abria o saco,
levantava o garfo,
Comia sem gosto
Engolia o desgosto
da rua mais sua...
que minha...
Coletava arroz, feijão,
de tão junto amigo, irmão...
e comia, comia,
apenas comia...
Aquele homem era um soco,
no rosto
sem cama,
nem gatos
em meio a ratos
servia de espelho quebrando o estético
com choque, mais que elétrico,
aquele sem teto,
Sem teto.
Uilians Souza
Eu vi um homem barbudo,
desanimado,
corpo curvado
sem olhar nos olhos...
Suas sujas roupas
apontava o descaso
pela vida mal vivida...
Aquele homem comia devagar
com sua descrença
na crença de um mundo melhor.
com seu cansaço
daquela vida de trapos...
e sua entrega
perante a vida
tão dura e sem saída.
Aquele homem negro,
mais um número nas pesquisas
Quantitativas
abria o saco,
levantava o garfo,
Comia sem gosto
Engolia o desgosto
da rua mais sua...
que minha...
Coletava arroz, feijão,
de tão junto amigo, irmão...
e comia, comia,
apenas comia...
Aquele homem era um soco,
no rosto
sem cama,
nem gatos
em meio a ratos
servia de espelho quebrando o estético
com choque, mais que elétrico,
aquele sem teto,
Sem teto.
Uilians Souza
18 de out. de 2009
"Trem das seis
Existe na cabeça do negro poeta
uma busca de criar o certo
que contenha mais que a pura
beleza do verso
e que assimilável seja
Por outro negro
que se pendura no trem das seis
e vê nas costas, a torre central
não como um rasgo indecente
ou um berro de concreto
que invade os olhos da gente.
Para ele, o edifício
ou os gemidos dos trilhos
Só fazem parte da cena
como o camburão que espreita,
como espantaria ao poeta
o gosto esparramado da pena no papel
ou o fato de uma negra bailarina, resoluta
se negar a um encontro
na porta de um bordel.
A procura persiste
Mistura, verte, verbos, versos tristes
Para descobrir que tem muito a aprender
Da dialética maior que existe,
E se esconde toda a placidez das marmitas
Que voltam cansadas da vida
Todos os dias
No trem das seis.”
José Carlos Limeira
15 de out. de 2009
Ser e não ser
O racismo que existe,
O sim que é não,
o não que é sim.
É assim o Brasil
ou não?
Oliveira Silveira
14 de out. de 2009
Produção literária afrobrasileira

"A construção de uma descendência textual afro-brasileira passa pela compreensão de que as identidades são constituídas no discurso, mas forjadas nos embates entre grupos que se identificam com molduras ideológicas diferenciadas, buscando, no caso dos subalternos, reverter hierarquias, representações e significados. Em vez de uma formação fixa e imutável, as identidades devem ser entendidas como estratégias resultantes de desejos ou interesses de filiação a grupos específicos e, portanto, elas são sempre passíveis de reestruturação."
SOUZA, Florentina. Solano Trindade e a produção literária afro-brasileira. Disponível em: http://www.afroasia.ufba.br/pdf/31_14_solano.PDF.
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